De acordo com informações levantadas junto a uma fonte segura, três pessoas estariam ligadas a um possível desvio de minério concentrado de cobre no Projeto Sossego, em Canaã dos Carajás. O episódio teria ocorrido em Parauapebas, resultando no desaparecimento de 37,5 toneladas do material, com prejuízo estimado em cerca de R$ 630 mil.
Segundo o relatos, a suspeita é de que o desvio de minério de cobre no Projeto Sossego tenha sido articulado de forma interna e envolvido pelo menos três pessoas ligadas à operação.
Os nomes que aparecem no episódio de possível crime patrimonial são Kleyton Mendes de Sousa, apontado no relato como motorista do caminhão da empresa JSL, de placa RXI 1L43; Jardelisson Assunção Matos, citado como operador que teria participado da liberação da carga; e Mariano Ferreira Alves, auxiliar que teria forjado o processo de descarregamento. Todos eles trabalham para a empresa JSL Logística, terceirizada pela Vale para realizar o transporte do minério desde a mina do Sossego até Terminal de Cobre em Parauapebas, para seguir de trem até o Porto de Itaqui, no Maranhão.
Quando chegou a Parauapebas, o motorista desviou sua rota próximo à rotatória da Rodovia Faruk Salmen, acessando por uma estrada sem pavimentação até um terreno murado, onde uma pessoa o esperava para descarregar o concentrado de cobre.
O Projeto Sossego é uma das áreas mais estratégicas da Vale na produção de cobre no país, só perdendo para o Salobo, também da Vale, este em território de Marabá.
As informações indicam ainda que houve registro formal do caso na delegacia do município de Parauapebas pelo departamento de segurança da Vale, o que abriu caminho para as providências de investigação. Até o momento, o episódio segue cercado de apuração e cautela, mas já movimenta os bastidores da mineração regional por envolver volume relevante de minério, suspeita de desvio interno e nomes ligados à operação.
O fato teria ocorrido por volta de 3 horas da madrugada do dia 30 de maio último, mas só agora a Reportagem teve acesso às informações.
A Reportagem entrou em contato com a JSL para apurar se os três colaboradores citados na investigação permanecem vinculados à empresa, se foram afastados de suas funções ou desligados. A equipe também questionou quais medidas estão sendo adotadas pela empresa diante do caso e quem será responsável pelo eventual ressarcimento do prejuízo apurado pela Vale.
A gestão da empresa responsável pela operação não se encontrava no local. Posteriormente, ele foi procurado por meio do WhatsApp e informou que a assessoria de comunicação da JSL entraria em contato com a reportagem. Até a publicação desta matéria, porém, não houve retorno oficial da empresa.
Também tentamos contato com a Polícia Civil para saber se já foi descoberto quem seria o comprador do minério de cobre e qual o destino do mesmo, mas até agora não houve resposta da PC.
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