Até quando?
Gestante de dois meses é agredida pelo companheiro em Canaã
Segundo o relato da vítima, na noite anterior, por volta das 23h, o agressor a lançou ao chão, provocando lesões no braço e dores na região abdominal.
09/09/2025 14h34 Atualizada há 9 meses
Por: Fonte: Silvia Lopes
Na tarde desta segunda-feira (8), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canaã dos Carajás, efetuou a prisão em flagrante de Jean Sousa Monteiro. Ele foi autuado pelos crimes de lesão e violência psicológica.
 
Segundo o relato da vítima, identificada como M.A.F.F., na noite anterior,  por volta das 23h, o agressor a lançou ao chão, provocando lesões no braço e dores na região abdominal — sendo ela gestante de aproximadamente dois meses. Ainda de acordo com a mulher, Jean teria tampado sua boca e proferido xingamentos e ofensas enquanto ela estava caída. Após receber o relato, os agentes se dirigiram ao endereço indicado e localizaram o suspeito em casa, onde foi preso e conduzido à delegacia para as providências legais cabíveis.
 
 
Panorama da Violência Contra a Mulher no Brasil
 
Os dados mais recentes revelam um cenário alarmante do qual este caso faz parte:
Feminicídios recordes em 2024:
O Brasil registrou 1.492 feminicídios, atingindo a maior marca já registrada desde a tipificação do crime, em 2015 — o equivalente a cerca de quatro mulheres assassinadas por dia. Houve um aumento de 0,7% em relação a 2023, contrariamente à queda geral das mortes violentas no país.  ï¿¼ 
Estupros em alta:
Foram reportados 87.545 casos de estupro em 2024, o número mais elevado da série histórica.  ï¿¼
Queda nos casos de violência letal combinados com queda nos estupros:
Segundo o relatório Raseam 2025, foram registrados 1.450 feminicídios (ligeiramente abaixo do número anterior) e 71.892 estupros — uma diminuição de 1,44% em relação ao ano de 2023. Ainda assim, o país registrou uma média de 196 estupros por dia.  ï¿¼
Violência em âmbito íntimo é contínua:
A pesquisa “Visível e Invisível” indica que 37,5% das mulheres brasileiras sofreram algum tipo de agressão — física, sexual ou psicológica — nos últimos 12 meses, a maior prevalência já registrada.  ï¿¼
Disparidade racial e ambiente doméstico como foco de risco:
Segundo o Raseam, 60,4% das vítimas contra mulheres adultas eram negras ou pardas, e 71,6% das ocorrências ocorreram em residências.